Há vida para além do trabalho

Tempo

Sempre o tempo!
figo verde

O tempo! Sempre o tempo!

E porque o tempo não é ilimitado, há alturas que temos de optar. Optar pelo que é realmente importante. Optar pelo que vale a pena e pelo que não podemos, simplesmente, deixar para depois!

Às vezes, por razões que a razão (des)conhece, não podemos optar. E porque não podemos optar, perdemos tempo com coisas que, simplesmente, não merecem o tempo gasto (ou perdido!) 

Dias da vida e btt

dias da vida e btt!

Os anos fogem! 


Como o fumo num dia de vento, as horas dos dias e os dias das semanas desaparecem a uma velocidade que me assusta. Por motivos explicados numa outra publicação, é a sexta-feira que marca o compasso, o jantar de sexta - para ser mais preciso!

E a sensação é que as sextas se sucedem como se as semanas fossem de dois ou três dias. O tempo foge e os dias não dão tempo ao tempo. Tudo é muito rápido! Tudo é demasiado rápido e tudo parece pretérito.  

Houve tempos em que o tempo rendia mais tempo. Em que o tempo parecia ter outro ritmo, outra cadência. Uma passagem mais lenta dos ponteiros do relógio. 

O BTT é uma das atividades que retomei no período de pandemia. Voltei ao BTT pela perda! A perda da minha mãe. Agora, quando saio para circular uns quilómetros, sozinho ou acompanhado, frequentemente penso na minha mãe. Quando fizemos as partilhas pensei em comprar um computador, mas depois das conversações familiares, decidi investir no lazer e não no trabalho. Sempre o trabalho - não pode ser!
Andar de bicicleta e ser-se mais livre e Liberdade é poder sentir-se o vento e o calor, o frio e o bater do coração nas subidas ou o medo até; é escutar o som dos pássaros, o rebentar das ondas à beira mar e o coaxar das rãs nas ribeiras; é sentir a adrenalina nas descidas e guardar na memória a sensação da água gelada da chuva e da lama pesada ou o pó seco e o calor sufocante. A sensação de liberdade - ainda mais nestes tempos em que tanto sentimos falta de ser vento.

Hoje não choveu, mas foi desses dias de liberdade. Entre montanha, com subidas e descidas acentuadas, asfalto e terra, pedra e água, rãs, cobras, coelhos e perdizes, mato e tudo mais o que se pode imaginar e que se tem direito - bifana também! Hoje foi um dia (manhã) de suor, de esforço, de amizade, de passeio e de descoberta. Liberdade e (gratidão) de poder ser livre.

Pizza day

Pizza à sexta!
IMG_20210109_200713
Receita

Faço sempre a "olhómetro", mas é qualquer coisa como:

330 g de água

5 g de fermento seco de padeiro*

550 g de farinha tipo 55

1 colher chá de sal

É só por na Bimby e amassar. Depois finalizar à mão para o toque final!


* Em relação ao fermento, eu uso isco e por isso tudo precisa de mais tempo e paciência e varia muito com a temperatura ambiente.

Sexta-feira é dia de pizza! Toda a gente sabe disso! 😉 
Cá por casa, há muitos anos que celebramos o final da semana com um jantar de pizza. E, quase sempre, temos de encolher os ossos para caber mais alguém na mesa (menos no tempo de pandemia). Familiares, amigos ou amigos de amigos acomodam-se à mesa e a regra é só uma - cada um escolhe os ingredientes do recheio e faz a sua pizza.

Houve tempos em que fazíamos piquenique na sala de estar, mas isso era quando não havia convidados e antes de termos a nossa Cookie (uma cadelinha). 

O ritual da pizza começa na véspera. Ativo o isco que guardo no frigorífico, semana após semana, e tento fazer a massa com 24h de antecedência. Divido a massa em bolas untadas com azeite, numa caixa de plástico, que guardo no frio e que retiro 2h antes de fazer as pizzas, para que fiquem à temperatura ambiente. É um processo que fui ajustando com o tempo e que, dependendo dos dias, do tempo disponível e da paciência, vou continuando a ajustar. 

Uso um forno especial para pizzas que atinge temperaturas mais elevadas e que deixa as bordas mais tostadas - um G3 Ferrari, que comprei online.